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Terremoto e Tsunâmi matam centenas no Japão

=”javascript:popup(‘/pop-up/noticias.asp?id=582&img=01’);”>O forte terremoto que sacudiu o Japão ontem pegou de surpresa até mesmo os japoneses que têm aparatos tecnológicos capazes de prever catástrofes do gênero. O tremor de magnitude de 8,9 foi o pior da história daquele país e literalmente varreu a costa norte, matando centenas de pessoas. Vídeos postados na internet mostraram a força com que o mar atingiu o continente.


Segundo as agências de notícias, o tremor teve epicentro no Oceano Pacífico a 130 km da península de Ojika, no Japão, a uma profundidade de 24 km, considerada pequena para terremotos. Ele ocorreu às 14h46 (hora local, 2h46 de Brasília) e foi seguido por pelo menos outros 70 fortes tremores de magnitude superior a 5, segundo o USGS. O governo japonês emitiu um alerta sobre o risco de fortes réplicas.


Abalos sísmicos
O professor, do curso de geografia da Unioeste, Júlio Paisani explica que a crosta da Terra é toda fragmentada em pedaços, as chamadas placas tectônicas, cujos limites são os locais de maior atividade sísmica. Estão em constantes deslocamentos e ocasionalmente se chocam. Júlio afirma que ocorrem com frequência abalos de baixa magnitude, muitos dos quais nem são percebidos pelas pessoas. Diferentemente dos de alta magnitude, como este que assolou o Japão, que são altamente destrutivos.


Um tsunâmi é uma onda marítima gerada por terremotos no assoalho oceânico. “A energia destes movimentos se dissipa em forma de ondas, que se dirigem rumo ao litoral em sequência rotacional.” De acordo com ele, o Japão é propenso a estes episódios porque fica numa área de atrito das placas tectônicas, em movimentos verticais. Os fenômenos mais destrutivos ocorrem nas áreas litorâneas,  próximas do local do epicentro.


Solidariedade
A presidenta Dilma Rousseff enviou mensagem de pesar ao primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, por causa do terremoto que atingiu o país asiático. Na mensagem, ela lembrou que vivem hoje no Japão cerca de 260 mil brasileiros e se colocou à disposição para ajudar o país.


“O governo e o povo brasileiros são tomados hoje pelos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade diante desta calamidade que atingiu o Japão, onde vivem cerca de 260 mil brasileiros”, diz a mensagem.
Dilma ressaltou que confia na mobilização, competência e empenho dos japoneses para superar os problemas.


Saiba mais sobre os tsunâmis
Os terremotos que ocorrem sob os oceanos geram, ocasionalmente, ondas marítimas gigantescas, comumente chamadas de onda de maré, mas são mais precisamente designadas como tsunâmis (termo em japonês). Os tsunâmis podem inundar linhas de costa próximas e longínquas.
Eles deslocam-se nos oceanos com velocidades de até 800 km/h e podem formar paredes de água com mais de 20 metros quando se movem em águas rasas. Os tsunâmis causam grandes estragos quando varrem áreas costeiras baixas. Entre os riscos secundários, podem ser citados, também, os incêndios gerados por linhas de gás rompidas ou redes elétricas derrubadas. (Livro: Para entender a Terra).


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